Um rico, velho avarento,
já bem perto de expirar,
para fazer testamento
manda o tabelião chamar.
Com timbre de voz roufenho,
diz o velho, a suspirar:
-«Deixo tudo quanto tenho ...»
e não podia acabar.
O tabelião, cansado
do seu tempo em vão gastar,
tendo escrito, diz zangado:
-«O resto? queira ditar»-
-Deixo tudo quanto tenho ...
o velho torna, a chorar;
pára um pouco e diz roufenho:
«porque o não posso levar».
Faustino X. de Novais
domingo, 10 de fevereiro de 2008
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