domingo, 8 de agosto de 2010
A problemática aluno vs professor
Ainda há pouco tempo, o professor era o complemento dos pais na educação das crianças e jovens, aliando a isso a instrução para que estava devidamente habilitado.
E o que vemos hoje?
A sala de aula tornou-se num autêntico pandemónio, no qual o professor não tem qualquer autoridade para impor a ordem, e, se o faz, contraria leis obtusas e enfrenta a possibilidade de ser demitido.
Chega-se ao cúmulo do professor não poder mandar calar um aluno desobediente, e ter que assistir, impávido e sereno, ao desenrolar dos acontecimentos, como espetador impotente e ultrajado!
Há autênticos energúmenos que não querem estudar e utilizam a sala de aula para passear a sua imoralidade, imbecilidade e impunidade, provocando colegas e professores!
E são esses jovens, que fazem alarde da sua ignorância e desrespeito, que nos vão governar amanhã?
São esses jovens, que chegam ao final do curso sem qualquer habilitação, pois os professores são obrigados a passá-los, de ano para ano, para que o ensino entre nas estatísticas como “excelente” e o país 100% alfabetizado?
Habilitados em quê? Na desordem, no banditismo, nos maus costumes?
E o mais degradante, é que são os próprios pais, completamente ausentes e permissivos, que vão discutir com o professor, porque este encostou um dedo no filho e o menino ficou constrangido e tem que ter assistência psicológica!
É trágico, caricato e desumano, que professoras saiam da sala a chorar, considerando-se impotentes para impor ordem a tamanha desordem!
Um professor é aquela pessoa que nos prepara para um futuro digno e não um mero assistente que se posiciona em cima de um estrado, em frente de um quadro, esperando o desenrolar dos acontecimentos que poderão ser graves e, o mais incrível, é que é responsabilizado pelo que possa suceder!
Se não houver ninguém que ponha um freio a isto, vamos caír, inevitavelmente, num precipício
Fernando J
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Ser Feliz
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
Fernando Pessoa
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
O sono do João
Diz àquela cotovia
Que fale mais devagar:
Não vá o João acordar...)
Tem só um palmo de altura
E nem meio de largura:
Para o amigo orangotango
O João seria... um morango!
Podia engoli-lo um leão
Quando nasce! As pombas são
Um poucochinho maiores...
Mas os astros são menores!
O João dorme... Que regalo!
Deixá-lo dormir, deixá-lo!
Calai-vos, águas do moinho!
Ó Mar! fala mais baixinho...
E tu, Mãe! e tu, Maria!
Pede àquele cotovia
Que fale mais devagar:
Não vá o João acordar...
O João dorme, o Inocente!
Dorme, dorme eternamente,
Teu calmo sono profundo!
Não acordes para o Mundo,
Pode levar-te a maré:
Tu mal sabes o que isto é...
Ó Mãe! canta-lhe a canção,
Os versos do teu Irmão:
"Na vida que a Dor povoa,
Há só uma coisa boa,
Que é dormir, dormir, dormir...
Tudo vai sem se sentir."
Deixa-o dormir, até ser
Um velhinho... até morrer!
E tu vê-lo-ás crescendo
A teu lado (estou-o vendo
João! que rapaz tão lindo!)
Mas sempre sempre dormindo...
Depois, um dia virá
Que (dormindo) passará
do berço, onde agora dorme,
Para outro, grande, enorme:
E as pombas que eram maiores
Que João... ficarão menores!
Mas para isso, ó Maria!
Diz àquela cotovia
Que fale mais devagar:
Não vá o João acordar...
E os anos irão passando.
Depois, já velhinho, quando
(Serás velhinha também)
Perder a cor que, hoje, tem,
Perder as cores vermelhas
E for cheinho de engelhas,
Morrerá sem o sentir,
Isto é, deixa de dormir:
Acorda e regressa ao seio
De Deus, que é d'onde ele veio...
Mas para isso, ó Maria!
Pede àquela cotovia
Que fale mais devagar:
Não vá o João acordar...
António Nobre
Mudanças climáticas
O que podemos entender por “mudanças climáticas”?
Ao longo de tempos imemoriais, o nosso planeta sofreu diversas mutações provocadas pelas constantes e significativas mudanças ambientais.. Não podemos culpar o homem, porque nessa altura ainda não existia a raça humana.
No entanto, com o desenvolvimento tecnológico atual, o homem, na sua ânsia de se aperfeiçoar, descurou o meio ambiente onde se encontra inserido e optou pelo desenvolvimento desregrado, tendo desrespeitado as mais elementares regras de equilíbrio ambiental, que julgava imutável.
E assim, assistimos, passivamente, à extinção de diversas espécies animais e, num futuro muito próximo, à luta pela nossa própria sobrevivência.
Fazem-se reuniões dos países ditos “ricos”, que esperam sempre que os outros abdiquem da emissão de gases tóxicos para a atmosfera, mas que se recusam fazê-lo porque isso poria em risco o conceito da sua supremacia e riqueza.
Thomas Hobbes, filósofo inglês, disse e, muito bem, que o “homem é o lobo do homem” e isso está a verificar-se constantemente.
A problemática das alterações climáticas faz parte apenas das capas dos jornais, pois ninguém leva muito a sério o que se está a passar!
É o aquecimento global, com o desaparecimento da camada de ozono, que é um escudo que nos protege dos raios ultravioletas emitidos pelo sol.
São as calotes de gelo que se separam dos pólos e fazem a sua aparição em locais que nos surpreendem.
São as cidades que irão desaparecer engolidas pela subida dos oceanos.
É a população das grandes cidades que já respira uma mistura de oxigénio com gás carbónico, devido à emissão desenfreada de gases provenientes dos milhões de automóveis.
O próprio ser humano prefere respirar os gases dos carros que os precedem, nas longas filas que se formam nas cidades, a ter que deixar o carro em casa e utilizar os transportes públicos, o que diminuiria substancialmente essas emissões.
É o tal “status”, a vaidade e o desprezo por aqueles que são obrigados a respirar o que os outros produzem.
Se não nos unirmos, se não fizermos ouvir a nossa voz contra os “donos do mundo”, os nossos filhos e netos irão assistir ao fim de uma civilização arduamente conquistadaFernando J
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Coveiro
Ele fez seus bisnetos acreditarem
Que se poderia viver até 103 anos
Cento e três é pra sempre quando você é
Somente uma criança
Então, Cyrus Jones viveu pra sempre.
Coveiro,
Quando cavar minha cova
Você poderia deixá-la rasa
Para que eu possa sentir a chuva?
Coveiro
Muriel Stonewall, 1903 a 1954
Perdeu seus dois bebês na Segunda Guerra Mundial
Você nunca deveria ter que assistir
Seus únicos filhos serem baixados à terra
Quero dizer, você nunca deveria ter que enterrar seus próprios bebês.
Coveiro,
Quando cavar minha cova
Você poderia deixá-la rasa
Para que eu possa sentir a chuva?
Coveiro
Anel em volta da rosa
Bolso repleto de flores
Das cinzas às cinzas
Todos nós caímos
Coveiro,
Quando cavar minha cova
Você poderia deixá-la rasa
Para que eu possa sentir a chuva?
Coveiro
Pequeno Mikey Carson, 67 a 75
Ele andou na sua Bicicleta como um diabo até o dia em que morreu
Quando crescer ele quer ser Mister Vertigo
No trapézio voador
Oh, 1940 a 1992
Coveiro,
Quando cavar minha cova
Você poderia deixá-la rasa
Para que eu possa sentir a chuva?
Coveiro,
Quando cavar minha cova
Você poderia deixá-la rasa
Para que eu possa sentir a chuva?
Coveiro
Coveiro


