É quase impossível acreditar que, devido a leis descabidas, mas que não deixam de ser leis (dura lex, sed lex) e, portanto, têm que ser cumpridas, emitidas por pessoas que nunca entraram numa sala de aula, na atualidade, no calvário que, hoje em dia, é ser professor!
Ainda há pouco tempo, o professor era o complemento dos pais na educação das crianças e jovens, aliando a isso a instrução para que estava devidamente habilitado.
E o que vemos hoje?
A sala de aula tornou-se num autêntico pandemónio, no qual o professor não tem qualquer autoridade para impor a ordem, e, se o faz, contraria leis obtusas e enfrenta a possibilidade de ser demitido.
Chega-se ao cúmulo do professor não poder mandar calar um aluno desobediente, e ter que assistir, impávido e sereno, ao desenrolar dos acontecimentos, como espetador impotente e ultrajado!
Há autênticos energúmenos que não querem estudar e utilizam a sala de aula para passear a sua imoralidade, imbecilidade e impunidade, provocando colegas e professores!
E são esses jovens, que fazem alarde da sua ignorância e desrespeito, que nos vão governar amanhã?
São esses jovens, que chegam ao final do curso sem qualquer habilitação, pois os professores são obrigados a passá-los, de ano para ano, para que o ensino entre nas estatísticas como “excelente” e o país 100% alfabetizado?
Habilitados em quê? Na desordem, no banditismo, nos maus costumes?
E o mais degradante, é que são os próprios pais, completamente ausentes e permissivos, que vão discutir com o professor, porque este encostou um dedo no filho e o menino ficou constrangido e tem que ter assistência psicológica!
É trágico, caricato e desumano, que professoras saiam da sala a chorar, considerando-se impotentes para impor ordem a tamanha desordem!
Um professor é aquela pessoa que nos prepara para um futuro digno e não um mero assistente que se posiciona em cima de um estrado, em frente de um quadro, esperando o desenrolar dos acontecimentos que poderão ser graves e, o mais incrível, é que é responsabilizado pelo que possa suceder!
Se não houver ninguém que ponha um freio a isto, vamos caír, inevitavelmente, num precipício
Fernando J
domingo, 8 de agosto de 2010
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