sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018



PÉROLAS  DA HISTÓRIA
Por aquilo que tenho ouvido e apreciado ultimamente, tudo o que aprendemos nas escolas, com tanto sacrifício, não passam de acontecimentos mal esclarecidos que só serviram para nos enganar.
Senão vejamos. Segundo uma reunião de sábios cientistas, que está a decorrer não sei onde,  estão chegando á conclusão que o planeta Terra é plano, o que, obviamente, põe em causa a viagem de circum-navegação do portugues Fernão de Magalhães que confirmou o que já se esperava.  Era redondo!
Pelo que me ensinaram a viagem começou em San Lúcar, atravessaram o Atlantico, descobriram  um canal que o ligava ao Pacifico, a que deram o nome de Estreito de Magalhães, foram sempre em frente até ás Molucas (hoje Filipinas) e aí o Fernão deu-se mal, pois morreu em combate. A frota continuou em frente e foram parar onde tinham saído, San Lúcar de Barrameda.
Estava provado que o planeta era uma redondo. Ficou provado até agora, pois parece que o Fernão , que não tinha GPS, em algum lugar voltou para trás e então alcançou novamente San Lúcar. É o que tentam provar os doutos cientistas.
Assim, fico em dúvida com os outros protagonistas da HISTÓRIA.

                   Fernando J

domingo, 20 de novembro de 2016

A Gamela


Homem mui velho e já tonto,
Um filho casado e um neto
Debaixo do mesmo teto,
Nos diz um conto,
Viviam.
Juntos, porém, não comiam.
O velho, pois que a tigela
Quebrava
E o caldo entornava,
Comia numa gamela
De pau, e fora
Da mesa!
Com aspereza
Era tratado
Pelo filho, e pela nora
Desprezado.
Um dia, ao canto da casa,
Estando o neto entretido
(Era ainda pequenote)
Muito atento a ver se vaza,
Com uma goiva e um serrote,
Um pedaço de madeira,
Interrompido
Pelo pai foi, que indagou
O fim de tal brincadeira
-"Aqui estou"
-Lhe responde o inocente,
A fazer uma gamela,
Qual aquela,
Em que come meu avo,
Para meu pai comer nela
Quando for velhinho e demente"
Acrescenta mais o conto.
Revirou
O coração
Ao pai aquela lição,
Cuidadoso e respeitoso,
Desde então,
Tratou
Do velhinho tonto.
Filhos que não respeitais
Vossos pais,
Se alguma dia vos couber
Filhos ter,
Como heis-de neles achar
Quem vos saiba respeitar.
           Henrique O'Neill

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Burro ... ou talvez não.


Há muita gente que chama ¨burro¨, com sentido pejorativo, a quem não concorda com as suas ideias julgando que está a insultar, quando, na realidade, está a elogiar.
Porque o burro é um animal inteligente e, quem os utiliza como veículo de transporte ou de carga, sabe perfeitamente o quanto ele é sabido, útil e individualista.
O burro tem a sua personalidade e muito se engana quem o julga passível e de se submeter a ordens que não lhe convenham ou tentem inverter as suas convicções. Ele logo responderá com um bom par de coices, capazes de derrubar o mais ousado.A única coisa que o faz desorientar é o zurro de uma burra! Aí sim; ele vai atrás do som até encontrar a companheira e não quer saber dos inconvenientes que tal atitude possa provocar. Isto não é ser asno! Isto é ser inteligente!

                         Fernando J

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Opiniões polémicas


Tenho verificado que, uma minoria da comunicação social brasileira escrita, se entretém a inventar ‘estórias’ descabidas em relação aos portugueses, tentando denegrir a heroicidade de um povo que deu a conhecer mundos ao mundo e, pelos vistos, se acha inferiorizada, por terem sido os portugueses a fazer tal façanha.
Não sei com que intenções, mas sei que é grave a deformação da história de um povo.
Agora acabo de ler, num livro escolar, portanto destinado à educação dos jovens brasileiros, uma infinidade de fantasias escritas por um jornalista que tem a veleidade de chamar colega a Pero Vaz de Caminha, que como toda a gente sabe, foi escriba, jornalista, escritor, ou como lhe queiram chamar, que deu a notícia do descobrimento ou achamento da Ilha de Vera Cruz.
E a sua sandice vai ao ponto de o chamar mentiroso, cabra sem vergonha e bajulador , baseado em fatos que ele próprio inventou.
Ou não leu, ou interpretou mal a carta que Caminha enviou ao rei, pois ele não fala do Brasil com nenhuma indignidade, antes pelo contrário, até porque o Brasil só começou a ser chamado assim, a partir de 1527.
´E de estranhar que os autores do livro tenham deixado passar tamanha anomalia, chamando-a de ‘Opinião polémica’.
No entanto, essa opinião polémica lá está impressa, talvez no sentido de causar dúvidas.
Num outro livro da História do Brasil, fiquei a saber que foi Cristóvão Colombo  que apelidou de índios os povos do Brasil (?), porque julgou que tinha chegado à India, o que faz pensar que foi ele que descobriu (achou) o Brasil.

A mim pouco me interessa saber quem descobriu ou achou o Brasil. Sou português, estou casado com uma brasileira, o país é maravilhoso, sinto-me bem aqui, mas é sempre bom repor a verdade.

                                                  Fernando J

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Velhice


A velhice é uma fonte de sabedoria, pois é ao longo dos anos que vamos adquirindo conhecimentos.
Quem teve o privilégio de estudar a história da humanidade, verificará que os grandes nomes da ciência, atuais e antigos, são gente com uma idade avançada.
A sabedoria está em saber mudar as opiniões, que na altura eram consideradas corretas, por outras mais atualizadas, devidas a essa mesma sabedoria.
Assim o sábio não tem qualquer dificuldade em alterar as suas ideias, ao verificar que elas já não coincidem com a realidade, devido a múltiplos fatores. Tem a humildade suficiente para as retificar.
Já o obtuso não tem essa mesma inteligência e rege-se por ideias retrógradas, só pelo fato de não saber ou não querer admitir que está errado, vivendo assim numa ignorância total.
Até Galileu Galilei alterou as suas ideias, que eram as da época, afirmando que era a Terra que girava em torno do Sol e não o contrário. Por isso foi condenado por mentecaptos alcunhados de inteligentes.

                                      Fernando J

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Liberdade de expressão vs liberdade de pensamento


HÁ UMA CERTA TENDÊNCIA EM COMPARAR A LIBERDADE DE EXPRESSÃO COM LIBERDADE DE PENSAMENTO.
ORA UMA, NADA TEM A VER COM A OUTRA.
SENÃO, VEJAMOS; A LIBERDADE DE EXPRESSÃO, TANTO APREGOADA COMO UMA FORMA DE COMUNICAÇÃO SEM BARREIRAS SEM IMPOSIÇÕES DE QUALQUER MODO É, NA VERDADE, UMA LIBERDADE LIMITADA, UMA VEZ QUE ESTÁ SUJEITA A UMA SÉRIE DE RESTRIÇÕES IMPOSTAS PELAS LEIS VIGENTES, QUE NÃO PERMITEM EXPÔR AS IDEIAS QUE CONTRARIEM ESSAS LEIS.
E, PORTANTO, UMA LIBERDADE CONTROLADA.
NA LIBERDADE DE PENSAMENTO, NINGUÉM PODE IMPÔR BARREIRAS PORQUE, COMO DIZIA MANUEL FREIRE, NUMA DAS SUAS CANÇÕES, NÃO HÁ MACHADO QUE CORTE A RAIZ AO PENSAMENTO, PORQUE É LIVRE COMO O VENTO, PORQUE É LIVRE.
COMO SE VÊ, A DIFERENÇA É SIGNIFICATIVA.


                                          Fernando J

domingo, 26 de julho de 2015

A cenoura


Nos tempos que já lá vão, tinha eu 8/9 anos (oito ou nove anos, não confundam com 89), os habitantes das cidades eram abastecidos de frutas e hortaliças, através da boa vontade de burros (jumentos), cujos lavradores percorriam as casas, uma por uma, anunciando os seus produtos.
Não havia mercados,supermercados e muito menos televisão!
Ora, os burros, obedeciam ao comando do condutor (lavrador), através de uma cenoura, que era pendurada num pau e colocada mesmo na frente da boca do animal, mas de maneira a que ele não chegasse a abocanhá-la.
Assim, o dono movimentava a cenoura, no sentido que lhe interessava e o burro ia, com a boca aberta, tentando apanhar a dita.
Só lhe interessava a cenoura e nem percebia o que se passava ao lado, a não ser que ouvisse o zurrar de uma burra, que eles distinguiam perfeitamente. Aí o caso mudava de figura e esqueciam a cenoura, mesmo que os donos lhes dessem umas boas chibatadas no lombo.
Vem isto a propósito, ou a despropósito, do povo de qualquer nação que, na ânsia de atingirem a cenoura, por vezes bichada, seguem o condutor sem tomarem as devidas precauções!


                                       Fernando J