domingo, 3 de junho de 2012

A uma margarida



Margarida, flor gentil de encantos mudos,
Não sei que mais em ti dev’ admirar:
Se o calor inebriante dos teus lábios rubros,
Se a cor dos teus olhos verdes como o mar!

Em ti desperta a luz da nova aurora.
Frenética, abrasadora, rumo à vida.
Em ti recordo ideais d’outrora,
Tão gastos e cansados, Margarida!


Não me lembro dos dois tercetos que faltam.
Foi uma Margarida que passou pela minha vida,
em Angola, há muitos, muitos anos.
talvez a mulher mais linda que já vi e que se
esfumou na bruma dos tempos. Só ficou a lembrança!

Fernando J

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