quinta-feira, 10 de julho de 2008

A Família

Alguém disse, um dia, que a Família é como um forte inexpugnável, onde nos refugiamos, quando somos atacados pelas dificuldades da vida e onde vamos buscar compreensão, carinho e amor.
A Família é (ou era), assim como que um ninho que novamente nos acolhia, quando quebrávamos as asas e era preciso consertá-las.
Hoje, verifico com tristeza, que a Família se desmembra quando qualquer contrariedade se instala no “forte”, que a união já não é o que era, que se desfaz com a maior facilidade.
Saímos de casa, porque julgamos que já sabemos tudo, que estamos preparados para a vida, que os avisos dos “velhos” não têm razão de ser.
Somos novos, independentes, fazemos o que queremos, enfim ... temos liberdade.
Mas a liberdade é uma faca de dois gumes. Temos que saber usá-la e isso devemos aprender com os “velhos”.
Mas não, para quê ouvir conselhos, se nós já sabemos tudo. Para quê escutar os pais, se eles falam do passado e o passado já não existe.
Para quê nos preocuparmos com o futuro? Vamos viver o presente, a vida é bela e tudo é um mar de rosas.
O pior é quando aparecem os espinhos! Aí, lembramo-nos da Família e dos conselhos que não acatámos. E lembramo-nos que nos disseram que a vida tem escolhos, por vezes, mais tristezas que alegrias,
E tentamos refugiar-nos no nosso ninho, que, por vezes, já não existe.
Já é tarde demais.
Sim ... é tarde demais e o tempo passou ... correndo!

Fernando J

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