Há já alguns anos contaram-me uma 'estória' que, alterando o texto e as devidas proporções, tem certas semelhanças com a nossa realidade.
Começava assim. Era uma vez um produtor de galináceos que estava bastante descontente com o galo que tinha na sua capoeira, pois o dito desprezava as galinhas e apenas se queria autopromover, utilizando as mais diversas poses e ostentando as suas belas penas.
Isso estava a dar um prejuízo enorme ao criador, que via a sua renda diminuir consideravelmente, porque não podia vender a sua produção, pois as galinhas não eram galadas e, assim, não havia pintos e, por consequencia, galos para vender.
Lembrou-se de perguntar a um vizinho amigo, pois os vizinhos nem sempre são amigos, se ele não o poderia ajudar, emprestando-lhe um galo que fosse viril e desempenhasse a sua função para com as galinhas.
O amigo emprestou-lhe um galo lindo, muito colorido, cheio de penas e presunção não lhe faltava.
O agricultor bastante entusiasmado, agradeceu e levou o galo para a sua capoeira, pensando que, desta vez, as galinhas não se podiam queixar. Mas depressa se desiludiu, pois as galinhas não eram galadas e os pintos não apareciam.
Voltou novamente ao amigo e escolheu um outro galo, menos soberbo, mas o resultado foi o mesmo.
Já aborrecido, foi novamente ao amigo e explicou-lhe que os galos só queriam ser admirados e não cumpriam o serviço para que estavam destinados.
Então, o amigo e colega mostrou-lhe um galo, completamente raquítico, quase sem penas, com o pescoço rapado e disse-lhe para levar o Jeremias.
O homem olhou para aquela espécie de galináceo e, numa última tentativa, levou-o para a sua capoeira.
Qual não foi o seu espanto, quando viu que o Jeremias, demonstrando toda a sua virilidade, começou a galar tudo quanto era galinha e, quando já não havia mais, galava ovelhas, cabras, gatas e até vacas!
O homem ficou tão entusiasmado, que só tinha olhos para o Jeremias!
Um dia, há sempre um dia nas nossas vidas, deu pela falta do Jeremias.
Com lágrimas nos olhos, ele procurou o Jeremias por todo o lado, mas ele não aparecia.
Procurou por todo o lado, mas de Jeremias, nada.
Até que descobriu um ponto negro, lá bem ao longe, num terreno que até já tinha esquecido.
Foi-se aproximando e descobriu o Jeremias, de papo para o ar com aspeto de morto e bastantes abutres sobrevoavam a sua carcaça.
Ia tendo um ataque cardíaco, até que o Jeremias, abrindo um olho e focando os abutres, lhe disse baixinho, DEIXA-OS POUSAR!
É isso, quando certas pessoas zumbem á nossa volta, bolsando intrigas e aleivosias ... É SÓ DEIXÁ-LAS POUSAR!.
quinta-feira, 21 de março de 2019
sábado, 3 de março de 2018
A problemática do ovo e da galinha
Desde há longas décadas que, para evidenciar uma questão insolúvel, se discute e compara o aparecimento em primeiro lugar, do ovo ou da galinha.
Até grandes criadores de aves, como vi já na televisão, sustentam que foi o ovo que deu origem á galinha que hoje conhecemos.
No entanto e levando em consideração a teoria do cientista Charles Darwin sobre a evolução das espécies, facilmente chegamos á conclusão que foi a galinha que evoluiu a partir de outras espécies e se tornou na ave que hoje conhecemos.
Aliás, também não se compreendia que o ovo aparecesse sozinho, vindo do nada!
Vem isto a propósito, ou não, de que gosto mais de um bom frango no churrasco do que um ovo frito e lá vem novamente a pergunta, é melhor comer primeiro o frango ou o ovo? Como já não temos cá o Charles Darwin é melhor comer os dois juntos, para não restarem dúvidas.
Tudo na Paz.
Fernando J
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
PÉROLAS DA HISTÓRIA
Por aquilo que tenho ouvido e
apreciado ultimamente, tudo o que aprendemos nas escolas, com tanto sacrifício,
não passam de acontecimentos mal esclarecidos que só serviram para nos enganar.
Senão vejamos. Segundo uma
reunião de sábios cientistas, que está a decorrer não sei onde, estão chegando á conclusão que o planeta
Terra é plano, o que, obviamente, põe em causa a viagem de circum-navegação do
portugues Fernão de Magalhães que confirmou o que já se esperava. Era redondo!
Pelo que me ensinaram a viagem
começou em San Lúcar, atravessaram o Atlantico, descobriram um canal que o ligava ao Pacifico, a que deram
o nome de Estreito de Magalhães, foram sempre em frente até ás Molucas (hoje
Filipinas) e aí o Fernão deu-se mal, pois morreu em combate. A frota continuou
em frente e foram parar onde tinham saído, San Lúcar de Barrameda.
Estava provado que o planeta era
uma redondo. Ficou provado até agora, pois parece que o Fernão , que não tinha
GPS, em algum lugar voltou para trás e então alcançou novamente San Lúcar. É o
que tentam provar os doutos cientistas.
Assim, fico em dúvida com os
outros protagonistas da HISTÓRIA.
Fernando J
Fernando J
domingo, 20 de novembro de 2016
A Gamela
Homem mui velho e já tonto,
Um filho casado e um neto
Debaixo do mesmo teto,
Nos diz um conto,
Viviam.
Juntos, porém, não comiam.
O velho, pois que a tigela
Quebrava
E o caldo entornava,
Comia numa gamela
De pau, e fora
Da mesa!
Com aspereza
Era tratado
Pelo filho, e pela nora
Desprezado.
Um dia, ao canto da casa,
Estando o neto entretido
(Era ainda pequenote)
Muito atento a ver se vaza,
Com uma goiva e um serrote,
Um pedaço de madeira,
Interrompido
Pelo pai foi, que indagou
O fim de tal brincadeira
-"Aqui estou"
-Lhe responde o inocente,
A fazer uma gamela,
Qual aquela,
Em que come meu avo,
Para meu pai comer nela
Quando for velhinho e demente"
Um filho casado e um neto
Debaixo do mesmo teto,
Nos diz um conto,
Viviam.
Juntos, porém, não comiam.
O velho, pois que a tigela
Quebrava
E o caldo entornava,
Comia numa gamela
De pau, e fora
Da mesa!
Com aspereza
Era tratado
Pelo filho, e pela nora
Desprezado.
Um dia, ao canto da casa,
Estando o neto entretido
(Era ainda pequenote)
Muito atento a ver se vaza,
Com uma goiva e um serrote,
Um pedaço de madeira,
Interrompido
Pelo pai foi, que indagou
O fim de tal brincadeira
-"Aqui estou"
-Lhe responde o inocente,
A fazer uma gamela,
Qual aquela,
Em que come meu avo,
Para meu pai comer nela
Quando for velhinho e demente"
Acrescenta mais o conto.
Revirou
O coração
Ao pai aquela lição,
Cuidadoso e respeitoso,
Desde então,
Tratou
Do velhinho tonto.
Revirou
O coração
Ao pai aquela lição,
Cuidadoso e respeitoso,
Desde então,
Tratou
Do velhinho tonto.
Filhos que não respeitais
Vossos pais,
Se alguma dia vos couber
Filhos ter,
Como heis-de neles achar
Quem vos saiba respeitar.
Vossos pais,
Se alguma dia vos couber
Filhos ter,
Como heis-de neles achar
Quem vos saiba respeitar.
Henrique O'Neill
segunda-feira, 2 de maio de 2016
Burro ... ou talvez não.
Há muita gente que chama ¨burro¨, com sentido pejorativo, a quem não concorda com as suas ideias julgando que está a insultar, quando, na realidade, está a elogiar.
Porque o burro é um animal inteligente e, quem os utiliza como veículo de transporte ou de carga, sabe perfeitamente o quanto ele é sabido, útil e individualista.
O burro tem a sua personalidade e muito se engana quem o julga passível e de se submeter a ordens que não lhe convenham ou tentem inverter as suas convicções. Ele logo responderá com um bom par de coices, capazes de derrubar o mais ousado.A única coisa que o faz desorientar é o zurro de uma burra! Aí sim; ele vai atrás do som até encontrar a companheira e não quer saber dos inconvenientes que tal atitude possa provocar. Isto não é ser asno! Isto é ser inteligente!
Fernando J
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Opiniões polémicas
Tenho verificado que, uma
minoria da comunicação social brasileira escrita, se entretém a inventar
‘estórias’ descabidas em relação aos portugueses, tentando denegrir a
heroicidade de um povo que deu a conhecer mundos ao mundo e, pelos vistos, se
acha inferiorizada, por terem sido os portugueses a fazer tal façanha.
Não sei com que intenções, mas
sei que é grave a deformação da história de um povo.
Agora acabo de ler, num livro
escolar, portanto destinado à educação dos jovens brasileiros, uma infinidade
de fantasias escritas por um jornalista que tem a veleidade de chamar colega a
Pero Vaz de Caminha, que como toda a gente sabe, foi escriba, jornalista,
escritor, ou como lhe queiram chamar, que deu a notícia do descobrimento ou
achamento da Ilha de Vera Cruz.
E a sua sandice vai ao ponto
de o chamar mentiroso, cabra sem vergonha e bajulador , baseado em fatos que
ele próprio inventou.
Ou não leu, ou interpretou mal
a carta que Caminha enviou ao rei, pois ele não fala do Brasil com nenhuma
indignidade, antes pelo contrário, até porque o Brasil só começou a ser chamado
assim, a partir de 1527.
´E de estranhar que os autores
do livro tenham deixado passar tamanha anomalia, chamando-a de ‘Opinião
polémica’.
No entanto, essa opinião
polémica lá está impressa, talvez no sentido de causar dúvidas.
Num outro livro da História do
Brasil, fiquei a saber que foi Cristóvão Colombo que apelidou de índios os povos do Brasil
(?), porque julgou que tinha chegado à India, o que faz pensar que foi ele que
descobriu (achou) o Brasil.
A mim pouco me interessa saber
quem descobriu ou achou o Brasil. Sou português, estou casado com uma
brasileira, o país é maravilhoso, sinto-me bem aqui, mas é sempre bom repor a
verdade.
Fernando J
Fernando J
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Velhice
A velhice é uma fonte de sabedoria, pois é ao longo dos anos que vamos adquirindo conhecimentos.
Quem teve o privilégio de estudar a história da humanidade, verificará que os grandes nomes da ciência, atuais e antigos, são gente com uma idade avançada.
A sabedoria está em saber mudar as opiniões, que na altura eram consideradas corretas, por outras mais atualizadas, devidas a essa mesma sabedoria.
Assim o sábio não tem qualquer dificuldade em alterar as suas ideias, ao verificar que elas já não coincidem com a realidade, devido a múltiplos fatores. Tem a humildade suficiente para as retificar.
Já o obtuso não tem essa mesma inteligência e rege-se por ideias retrógradas, só pelo fato de não saber ou não querer admitir que está errado, vivendo assim numa ignorância total.
Até Galileu Galilei alterou as suas ideias, que eram as da época, afirmando que era a Terra que girava em torno do Sol e não o contrário. Por isso foi condenado por mentecaptos alcunhados de inteligentes.
Quem teve o privilégio de estudar a história da humanidade, verificará que os grandes nomes da ciência, atuais e antigos, são gente com uma idade avançada.
A sabedoria está em saber mudar as opiniões, que na altura eram consideradas corretas, por outras mais atualizadas, devidas a essa mesma sabedoria.
Assim o sábio não tem qualquer dificuldade em alterar as suas ideias, ao verificar que elas já não coincidem com a realidade, devido a múltiplos fatores. Tem a humildade suficiente para as retificar.
Já o obtuso não tem essa mesma inteligência e rege-se por ideias retrógradas, só pelo fato de não saber ou não querer admitir que está errado, vivendo assim numa ignorância total.
Até Galileu Galilei alterou as suas ideias, que eram as da época, afirmando que era a Terra que girava em torno do Sol e não o contrário. Por isso foi condenado por mentecaptos alcunhados de inteligentes.
Fernando J
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